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Massoprévent-

 Ciências Físicas Naturais-

Massagem Neurológica.

TRATAMENTO:

Para se utilizar dos benefícios dessa técnica alternativa para os casos de:

Paralisias por AVC. 

Torções, Luxações, distensões.

Torcicolo, Cãibras.

Tontura, (labirintites).

Cansaço físico.

Alterações da Pressão Arterial.

Diabetes.

Osteoporose, artrose.

Dores nas juntas e articulares.

Dor na coluna vertebral .

Câncer Linfático "Não Hodgkiniano“

Câncer de Pâncreas.

Hepatite.

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1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

  Para que possamos introduzir a proposta deste projeto, é necessário que façamos uma recuperação histórica do APQV.

  Em agosto de 1998, um grupo de professoras da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - EENF/UFRGS em estágio prático com alunos de graduação na Unidade Coinma da Divisão de Saúde Comunitária - DSC do Grupo Hospitalar Conceição - GHC, propôs-se a, juntamente com a enfermeira do serviço, um residente de medicina geral comunitária e a equipe local, investir em uma proposta multidisciplinar de assistência à adultos e idosos com ênfase na educação para a saúde na promoção da qualidade de vida. Propuseram atender a população de adultos idosos com problemas crônico-degenerativos.

  A equipe foi estruturada contando com a participação das alunas do curso de graduação da Escola de Enfermagem (EENF/UFRGS), em caráter voluntário, com duas professoras da EENF e a enfermeira do serviço, responsáveis diretas pelo treinamento e supervisão das atividades das alunas. A atividade base da intervenção, no então denominado “Ambulatório de Promoção da Qualidade de Vida - APQV”, é a Consulta de Enfermagem. Desde então, o ambulatório funciona com o sistema de agendamento de consultas da Unidade Coinma - DSC/GHC, duas vezes por semana, terças e quintas-feiras.

  A parceria com a Universidade propiciou à equipe da Unidade Coinma a vivência da Integração Docente Assistencial (IDA). Nessa proposta, interpretamos a  IDA como uma forma privilegiada de proporcionar o redimensionamento do ensino, da assistência e da pesquisa, como um processo de articulação interinstitucional, interpessoal e comunitária. Nesse contexto, constrói-se o espaço de conhecimento para a troca de saberes e tecnologias em saúde, através da reflexão critica sobre os determinantes da realidade e do processo saúde-adoecimento. Unem-se a equipe de saúde, os docentes, os alunos e a população para captar essa realidade, interpretando-a; intervindo sobre ela e reinterpretando as novas construções do saber e atitudes em saúde (Ferreira & Eidt, 1996).

         Nesta intenção, esta se implantando o APQV na UBS/CSVC.   A consulta de enfermagem faz parte do planejamento com a equipe de saúde para qualificar a assistência individual e coletiva dos adultos e idosos atendidos na área de atuação deste serviço.

Objetivos

  Este projeto visa conhecer em profundidade o processo saúde-adoecimento dos indivíduos adultos e idosos nas comunidades assistidas. Essa base investigativa visa por sua vez subsidiar a atuação em atenção primária a saúde com ênfase na promoção da qualidade de vida, com intervenções de caráter interdisciplinar e Inter setorial nos campos do ensino e da pesquisa. Trata-se, portanto, de uma proposta cooperativa entre instituições com diferentes vocações, aliando esforços no sentido de qualificar mutuamente a pesquisa e a assistência.

  Especificamente, objetivamos:

-  Subsidiar, através da investigação, as atividades de consultas nas Unidades e aprimorar protocolos de atendimento a adultos e idosos, privilegiando uma atuação multidisciplinar, interdependente e complementar, com enfoque na promoção da qualidade de vida.

- Avaliar a situação de vida dos idosos na área de abrangência, privilegiando os aspectos relacionados a sua inserção social e econômica, acesso a serviços, entre outros.

- Proporcionar a integração das atividades ambulatoriais de forma complementar às atividades educativas já desenvolvidas pelas equipes locais de saúde, a saber:

atividades educativas com grupos de idosos (nutrição, educação para saúde física e mental), incluindo os cuidadores do projeto reabilitação do CSVC.

atividades de grupos informativo-educativas (privilegiando palestras e debates com a comunidade sobre temas específicos).

Realização de "Inter consultas" entre enfermagem e medicina. Construção e diálogo e possível ação interdisciplinar entre as duas áreas já citadas e os profissionais fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, Massoprevencionistas e fonoaudióloga.

outras, decorrentes das necessidades sentidas.

2 FUNDAMENTOS DA PROPOSTA

  Atualmente, mais que em qualquer outro momento da história, proliferam as pesquisas e os investimentos na área da saúde. O processo de avanço tecnológico é muito veloz e já nos permite chegar a conhecimentos, inimagináveis, em outros momentos históricos. Todos esses conhecimentos podem ser facilmente acessados por sistemas de comunicação cada vez mais rápidos, eficientes e variados.

  Neste conjunto de descobertas e perspectivas, inseridos na aceleração do saber e por ele impulsionados a levarem uma vida mais agitada e competitiva, estão os indivíduos na fase da vida adulta, especialmente. O aumento das exigências no cotidiano profissional e pessoal, o aumento da carga de responsabilidade, a falta de tempo para a atenção a si próprio tem propiciado o aumento das doenças denominadas de “crônico-degenerativas” como a hipertensão arterial, a diabetes, dislipidemias, arteriosclerose, osteoporose e as doenças relacionadas ao plano sócio -afetivo como ansiedade e depressão, entre outras.

  Atentos a essas características da vida contemporânea e acreditando que a concepção de saúde centrada no modelo biomédico não consegue responder à complexidade das relações sociais nas quais os indivíduos estão inseridos e suas influências no processo saúde-adoecimento, pesquisadores e profissionais voltam seus projetos de trabalho e pesquisa para a contextualização do processo saúde-adoecimento[1].[G1] Nessa perspectiva, nos engajamos e propomos adotar em nossas ações noções que possam “dar conta” desse processo, visualizando-o na sua complexidade. Acreditamos que a saúde e a doença são resultantes das situações de vida dos indivíduos, construídas nas relações sociais e culturais.

         Baseada na sínteses de indicadores sociais divulgada pelo IBGE “em 2020 os idosos representarão 11,4% da população do Brasil devido a sucessivas quedas da taxas de fecundidade e a diminuição gradativa das taxas de mortalidade, estudos mostram que é irreversível o envelhecimento da população brasileira”. Em 2002, 43% dos idosos tinham um rendimento familiar per capita inferior a um salário mínimo sendo que “a proporção de aposentados homens foi maior do que as mulheres”[2]

         A professora Ms. Érica Verderi afirma “que vale a pena insistir na implementação de programas para atender o indivíduo em processo de envelhecimento, senão pelos inegáveis benefícios fisiológicos que acarretam os grupos, ao menos pelos importantes ganhos nos aspectos psicossociais e de qualidade de vida que podemos oferecer, visando “adicionar mais vida aos anos, do que anos à vida”[3]

  Adotando essas noções no sentido de compreender o processo de envelhecer, citamos Lemos (1998) quando se refere ao conhecimento acumulado sobre esse processo, diz ela:

 ”pesquisas realizadas em uma Universidade nos EUA, identificaram dez marcas biológicas do envelhecimento. São marcas apresentadas pela maioria das pessoas que envelhecem, mas essas marcas não são decorrentes apenas da idade, mas do estilo de vida”( p.7).

O que deduzimos então é que, se a pessoa alterar o seu estilo de vida, talvez ela possa controlar e reverter esses processos que não seriam tão naturais e definitivos quanto parecem. As dez marcas do envelhecimento, citadas pela autora são: diminuição da massa muscular, da força, da taxa metabólica basal, da capacidade aeróbica, da tolerância ao açúcar do sangue, da densidade óssea, do controle da temperatura corporal e aumento da gordura, da pressão sanguínea e da taxa de colesterol.

  A autora, acrescenta que “em países onde a longevidade é fenomenal”, o que mais chama a atenção são os hábitos incorporados nessas sociedades: além dos cuidados com alimentação (variada e comedida), ocorre um aumento na atividade física e intelectual até o fim da vida e o controle do estresse (Ibidem, p.19).

  Acreditamos, pois, que cuidados com a qualidade da alimentação, a prática de exercícios físicos, o “saber” lidar com o estresse cotidiano, a busca da satisfação com sua atividade profissional, o aumento de atividades de recreação e lazer, relações familiares e sociais equilibradas e afetivas, entre outros fatores, compõem um conjunto de condições que podem auxiliar indivíduos e grupos na busca de uma vida com qualidade.

  Essas ideias influenciam e mesmo impõem a adoção de novas perspectivas de intervenção em saúde que vão além dos limites técnicos. É preciso (re)-pensar e renovar nossas atuais formas e metodologias de ação, incorporando a integralidade dos sujeitos em oposição a fragmentação das propostas do modelo biologicista dominante.

  A Consulta de Enfermagem como sistematização da assistência pode responder a necessidade de se criar protocolos adequados a essas realidades?

Estudos de Horta (1979), referem a importância da Consulta de Enfermagem como uma atividade sistematizada. A sistematização da assistência envolve uma sequência dinâmica de etapas que direcionam as ações de modo a contribuírem no atendimento às necessidades de saúde do indivíduo e da coletividade. Essa assistência deverá propiciar a identificação de problemas e situações passíveis de resolução à partir de uma atuação conjunta enfermeira/paciente/equipe multiprofissional ou da efetivação dos encaminhamentos necessários.

       Para Adami et al. (1989), a Consulta de Enfermagem contribui com a aplicação dos princípios da universalidade, equidade, resolutividade e integralidade das ações de saúde, preconizadas inicialmente pela reforma sanitária e hoje pelo Sistema Único de Saúde - SUS. Segundo a autora, a Consulta de Enfermagem visa a avaliação do estado de saúde do indivíduo durante o ciclo vital e o controle de algumas patologias de natureza transmissível e crônico-degenerativas. A consulta possui um cunho educativo, tendo em vista o preparo, tanto do indivíduo como da família, para o auto cuidado, em termos de promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde.

Nessa linha, Ferreira (1996), complementa essa ideia quando diz que, as consultas de enfermagem tem como objetivo auxiliar na resolução do problema que motivou a consulta, e estabelecer um vínculo terapêutico com a clientela que poderá levar ao inicio de um processo de educação em saúde. Este processo visa a promoção do autocuidado e/ou à detecção/prevenção de doenças e/ou dos riscos para problemas de saúde, em função da faixa etária, da ocupação/trabalho, do ambiente/sociedade em que se vive.

  Nessa perspectiva, a proposta metodológico assistencial que temos adotado e as consultas em particular, desenvolvem-se em uma abordagem abrangente e dinâmica, buscando uma visão multidimensional dos indivíduos, famílias e comunidades, no sentido de entender seu processo de interação com fatores socioambientais que compõem o processo saúde-adoecimento ou que servem de estímulo ao processo de auto cuidado.     

      A Consulta de Enfermagem como a preconizamos tem como base as seguintes questões: como ajudar as pessoas?  Como a relação de consulta pode ser competente para os dois lados?

       Para que tais questões sejam respondidas, é necessário que adequemos nossa conduta enquanto “consultores” centrados em nós mesmos, pois, frequentemente, nos esforçamos em responder as nossas próprias necessidades e não as dos pacientes. Geralmente nos preocupamos mais com o racional do que com o emocional.

Examinando essa conduta dominante nas atitudes de consultório e nas práticas em serviços comunitários, tentamos criticamente adotar perspectivas inovadoras.  Assim nos esforçamos em adotar em nossas práticas as atitudes que passamos a descrever (Lopes, 1999).

- a escuta ativa,  que se constitui em um engajamento no sentido de estar “com você” tentando desenvolver no outro o sentimento de “ser compreendido”;

- a aceitação do outro, além do que se pensa ou do que ele diz, o que nos permite desenvolver essa aceitação compreensiva e não normativa;

- a empatia, que se constitui em um esforço em compreender os sentimentos das outras pessoas e não apenas suas ideias;

- a confiança, que é construída no desenrolar da relação de consulta e se desenvolve a partir de um tomada de consciência das próprias emoções do profissional e do manejo adequado na direção da ação terapêutica;

a ausência de julgamento, que pode se constituir em uma forte aliada no sentido de que julgar negativamente uma conduta do paciente nem sempre resulta no desencadeamento de uma atitude adequada e de adesão à terapêutica.

        À consulta de enfermagem para o pacientes portadores de doenças crônico-degenerativas será acrescentada a Massagem Neurológica (Massoprévent), Ciências Físicas Naturais, como tecnologia e tratamento complementar de saúde melhorando a qualidade de vida das pessoas. 

        Inicialmente os pacientes serão os cuidadores de pessoas acamados da área que estão no projeto de reabilitação do CSVC. Também serão atendidos os pacientes da médica geral comunitária da UBS, Lenara Keiko  Amakawa que se propõe a trabalhar multidisciplinarmente com Inter consultas.

        Os pacientes cuidadores estarão envolvidos com mais profissionais da saúde além da enfermeira e da médica mencionadas acima. Estes outros profissionais serão: fisioterapeutas, fonoaudiólogas e terapeuta ocupacional. A Massoprevencionista Irma Maria Serafini dará orientações à enfermeira Taís Soares Feldens no que tange ao uso específico da técnica Massoprévent.

        O pessoal administrativo e de enfermagem participará agendando consultas, orientando os pacientes e, nas reuniões, participarão do planejamento e avaliação do trabalho.

        A Coordenadora da UBS, médica ginecologista, Dinorá Hoeper participará de todo o projeto planejando e avaliando com a equipe multidisciplinar.

        A Massagem Neurológica, ou Massoprévent, Ciências Físicas Naturais, que fará parte da consulta de enfermagem, provavelmente apoiará a conquista de uma melhor qualidade de vida

para os pacientes.

Massoprévent foi criada por Irma Maria Serafini em 1986 quando através das Ciências Físicas Naturais descobriu o Sistema de Defesa Neuromuscular do Corpo Humano. Além da Massagem Neurológica, a Massoprévent “utiliza recursos dos quais o próprio organismo dispõe para solucionar problemas importantes”. Segundo apresenta sua criadora, a Massoprévent também se vale da “ingestão de chás e a aplicação de compressas tem um papel fundamental na solução de diversos quadros”[i]. Em anexo: declarações de clientes tratados com a técnica, documentos de parceria de Irma Serafini com Odonto. - Ortopedia da UFRGS e registro da técnica e documentos que comprovam a existências da APTAM (Associação dos Profissionais Terapêuticos Alternativos Massoprévent).

  Ao experenciarmos essas forma de fazer técnico-profissional, temos consolidado ideias de que esse é um dos caminhos que poderá nos auxiliar a responder dinamicamente as questões e que têm se configurado em desafios a nossa capacidade em darmos respostas competentes a novas situações.

 

3 PROPOSIÇÕES METODOLÓGICAS

3.1 Caracterização do Local do Projeto - Parceria UFRGS / UBS-CSVC

         A UBS/CSVC fica dentro do Centro de Saúde e é importante conhecer a história deste centro. Em !978, enquanto no Brasil o setor da saúde pública ainda era administrado pelo INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Média e Previdência Social), foram concluídas as obras de construção do posto de saúde da Vila dos Comerciários. Este abrigava o posto de atendimento médico (PAM 3) , o qual deu origem o atual  Centro de saúde e  no qual está abrigada a Unidade Básica de Saúde. Este posto conforme caracterizado pelos jornais da época era polivalente com todas as  clínicas médicas e cirúrgicas, com serviços complementares de diagnóstico e tratamento, pequenas cirurgias, traumatologia à nível ambulatorial; fisioterapia e distribuição gratuita de medicamentos. 

         Conta a paciente e atual servidora Vânia Traesel que na década de 1980 o posto de saúde contava com um grande número de profissionais em cada especialidade. Cita ela: "Por exemplo, havia 24 médicos clínicos gerais...... a gente podia chegar a qualquer hora do dia que tinha ficha".

        O movimento de reforma sanitária se fortaleceu com a 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, cujo objetivo principal foi o de fornecer subsídios para a reformulação do Sistema Nacional de Saúde e gerar elementos que permitissem uma ampla discussão sobre Saúde na Constituição. O resultado da luta por um novo sistema de saúde com características democráticas, proposto pelo Movimento da Reforma Sanitária, foi a inclusão de um novo preceito na Constituição de 1988. Ali a Saúde foi incluída como um direito de todo brasileiro, e o papel do Estado em sua garantia foi definido. Em 1990, foi criado o SUS, por meio da Lei Orgânica 8080, definindo como diretrizes e princípios a universalidade, a equidade e a integralidade, a descentralização, com ênfase na municipalização, a regionalização e a participação popular (controle social).

Em 1996 Porto  Alegre conquistou a gestão plena de saúde. Desde então contamos com os seguintes serviços no Centro de Saúde :Ambulatório  de Especialidades Médicas, Unidade Básica de Saúde, Centro de Reabilitação, Farmácia, Tisiologia, Laboratório, Marcação  de Consultas, Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, Cento de Atenção à Saúde Mental IV(atualmente CAPS III), Núcleo de Atenção  à Saúde da  Criança e do Adolescente, o Centro Municipal de Atendimento em  Doenças Sexualmente Transmissíveis, o Centro de Orientação e Apoio Sorológico Paulo César Bomfim e Atendimento Domiciliar Terapêutico. O Centro de Saúde fisicamente ainda abriga os seguintes órgãos: Gerência Distrital Glória/Cruzeiro/Cristal, a FADERS- Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para pessoas de Deficiências e de Altas Habilidades no Rio Grande do Sul   e Coordenação da Política em Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS de Porto Alegre.

         A  UBS do CSVC fica na Gerência de Saúde citada acima e esta sede tem alguns dados disponíveis sobre a  população da área de atuação na região dos bairros  Glória / Cruzeiro/ Cristal. Existem  150.988 pessoas, desta população 47.52% são homens e 52.47% sã mulheres,  ou seja, temos apenas 4.95 % a mais de mulheres. E ainda, acima de 60 anos existem 14.937 pessoas, sendo que 37,18% são  homens e 62,81% são mulheres. Este fato confirma a tendência de os homens morrerem mais cedo  que as mulheres, pois há um aumento significativo de 25.63% do sexo feminino acima do sexo masculino 

         Com a conquista da gestão plena de saúde, o município herdou servidores públicos da esfera federal e estadual, além da municipal, já existente. Este fato tem causado algumas desproporções numéricas relativa aos servidores deste Centro de Saúde, pois as pessoas das esferas federais e estaduais se aposentam e o município não pode substituir. Assim na Unidade Básica de Saúde do CSVC temos 25 profissionais de nível superior e apenas 25 profissionais de nível médio. Temos 18 médicos, dos quais 8 são pediatras, 5 são clínicos gerais e 5 são ginecologistas e obstetras. Além destes, o serviço conta com 4 nutricionistas e 3 enfermeiras. Assim, atualmente a  UBS do CSVC  é formada por 50 servidores.

3.2 Abordagens Metodológicas

3.2.1 Investigativas

  Este projeto de pesquisa-desenvolvimento terá a duração de 2 (dois) anos, de 2004/2005, sendo reeditado conforme as condições de fomento, a partir da avaliação conjunta Universidade e Serviço. A aplicação da técnica Massoprévent será avaliada em três meses.

  A proposta de trabalho conjunto está fundamentada na análise diagnostica das comunidades e na consequente atuação multidisciplinar no limite das possibilidades. As atividades assistenciais decorrentes da pesquisa privilegiarão uma atuação interdependente e complementar. A demanda para as atividades assistenciais dar-se-á através de agendamento especifico aos indivíduos adultos e idosos da população estudada assistidos na UBS e Projeto Reabilitação do CSVC.

  A proposição de adotarmos a pesquisa-desenvolvimento no âmbito da promoção da qualidade de vida é, ao nosso ver, uma iniciativa de integrarmos esforços na direção da qualidade da assistência e consequentemente da qualidade de vida das populações por nós assistidas. Muitos pesquisadores hoje estão de acordo sobre a dificuldade de se colocar em ação as tecnologias e serviços que atendam as necessidades concretas e adaptadas a distintas realidades. A modalidade de pesquisa-desenvolvimento tem ao nosso ver o mérito de responder a essa necessidade de “conhecimento de causa” para a intervenção sobre o campo. Traz também a possibilidade de se testar modelos teóricos advindos da análise diagnóstica, com rigor necessário a implementação das ações concretas (baseado em Dufumier, 1996).

Adotamos a abordagem diagnóstica entendendo que a transposição do conceito de diagnóstico para o domínio das ciências humanas e sociais permite analisar o contexto e os sistemas organizados. Na noção de diagnóstico está a idéia de conhecimento novo, da junção de dados confrontados, sintetizados, articulados, o que permite uma leitura global da realidade estudada. Dessa forma, o conhecimento gerado pelo diagnóstico permite adaptar decisões, planejar ações adaptadas ao contexto (Gonnet, 1992).

  Sendo assim, o diagnóstico situacional de vida e saúde basear-se-á nos dados institucionais e demográfico-epidemiológicos da população das comunidades, bem como, em procedimentos qualitativos que permitam entender comportamentos no campo das doenças crônico-degenerativas. A base metodológica segue pressupostos dos estudos sócio-demográficos, da sociologia das organizações e influência dos estudos sócio-antropológicos no campo das aproximações com os sujeitos e comunidades.

3.2.2 Abordagens técnico-assistenciais

a) Reuniões de capacitação como adequação metodológico-assistencial à proposta

b) As Consultas de Enfermagem e o trabalho multidisciplinar como método de intervenção nas doenças crônico-degenerativas com ênfase na promoção da qualidade de vida

  As consultas de enfermagem obedecerão as normas básicas de serviço e a literatura especifica de enfermagem no campo assistencial. Dentre as normas e os suportes legais citamos: a legislação do exercício profissional ( lei n0 7.498/86 e decreto n0 94.406/87), a resolução n0 195 do COFEN (dispõe sobre solicitação de exames laboratoriais); e as normas protocolares estabelecidas nesse âmbito pela DSC do GHC (Devinar e Ferreira, 1994;  Ferreira, 1993).

  Dentre as perspectivas que nortearão a dinâmica das ações decorrentes e geradoras de pesquisa, pressupomos a integração e a complementaridade, construindo uma perspectiva comum para o atendimento da clientela que privilegiará dois momentos: o investimento nas equipes com base na abordagem do atendimento ambulatorial; e as abordagens clínico-epidemiológicas, tratamento e acompanhamento dos problemas de saúde com ênfase na educação para a saúde a partir dos tópicos geradores de condutas em promoção da saúde.

c) Os grupos

  A metodologia de trabalho em grupos será adotada para intervenção e pesquisa com grupos específicos, tanto no que se refere as dinâmicas para a  educação para a saúde, conhecimentos e aprendizado de técnicas adaptadas a convivência dos indivíduos com os seus problemas de saúde, como para atividades lúdicas e de bem-estar num sentido amplo.

   Os pacientes irão participar do grupo de hipertensos, já em funcionamento na UBS.

   Existe a possibilidade, conforme a necessidade, de criar um grupo de cuidadores em parceria com a equipe de reabilitação.

3.2.3 Avaliação

         Cada paciente preencherá um instrumento de registro que será mais um item no processo de avaliação.

         Nas reuniões de equipe o APQV será avaliado e, se necessário, serão planejadas novas estratégias em parceria com a EE/UFRGS.

4 RECURSOS

4.1 Recursos Humanos

Locais

  O APQV será implantado na área de clínica médica da UBS/CSVC. Inicialmente contará com a participação de: uma enfermeira, uma médica geral comunitária, a coordenação do serviço, sete auxiliares de enfermagem e dois assistentes administrativos. Lembrando que a enfermeira terá a assessoria voluntária da criadora da técnica Massoprévent.

         Do Projeto Reabilitação/CSVC se contará com a participação de uma fisioterapeuta, uma fonoaudióloga e uma terapeuta ocupacional.

 

5 ORÇAMENTO

RECURSOS NECESSÁRIOS AO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

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